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23 de agosto de 2012

Cerveja Duff em Curitiba


Os apreciadores de cerveja têm motivos de sobra para comemorar o próximo final de semana. É que amanhã (24) e sábado (25), o Jokers e o Mondo Birre, respectivamente, recebem as festas de lançamento da aclamada cerveja Duff.

Em setembro, a cerveja estará disponível também em Londrina, Maringá e Cascavel. A abertura de mercado será para cerca de 50 casas, a maioria na capital. A distribuição para os novos pontos de venda será realizada pela Beer Company.  

A estratégia da empresa mira num mercado promissor. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a região sul registra o maior consumo per capita do País, chegando a 8,742 litros, enquanto a média nacional é de 5,632 litros.

Com menos de um ano de mercado no Brasil, a Duff é uma das cervejas especiais mais vendidas. Sucesso mundial há quase nove anos, a marca hoje é comercializada em diversos pontos do estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Locais das festas de lançamento:

Rua São Francisco, 164 – Curitiba
Telefone para reserva – (41) 3013-5164 
Bilheteria - R$ 15,00 Bandas FIRESHADOW e ROCK ATTACK
Promoção: os primeiros 50  ingressos ganham 1 cerveja DUFF

Rua Coronel Dulcídio, 558 - Curitiba

21 de agosto de 2012

Opinião | O Pacote certo no Estado errado

Por Antoninho Marmo Trevisan*


É muito bem-vindo o Programa de Investimentos em Logística anunciado pela presidenta Dilma Rousseff, pois o vultoso aporte de R$ 133 bilhões e os empreendimentos previstos em rodovias e ferrovias estão bem dimensionados ante o desafio de resgatar nossos graves problemas de infraestrutura. Também se mostra adequado o modelo de gerenciamento, com a instituição de uma empresa para o seu planejamento e operacionalização. 

Como conceito, é igualmente correta a opção pelas parcerias público-privadas (PPPs), com a devida clareza de responsabilidades, cabendo ao governo o planejamento e a fiscalização e à iniciativa privada, a execução e operação dos serviços. Outro aspecto positivo refere-se ao critério básico da licitação, de prevalência da menor tarifa para o transporte de cargas, no caso das ferrovias, e pedágio mais barato, no tocante às rodovias. Também parece pertinente o plano de integração dos distintos meios de transporte em terminais intermodais.

Em termos de concepção, planejamento e modelo de concessões, o pacote lançado pela presidenta é exemplar. Contudo, como já ocorreu com numerosas outras iniciativas no País, dentre elas o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), corre sérios riscos de não se efetivar integralmente, ou pior, concretizar-se num percentual muito baixo em relação ao total dos investimentos previstos.

Explico: para seu pleno sucesso, o plano precisa da adesão dos empresários, mas estes, por mais que reconheçam o potencial de negócios atrelado à infraestrutura, continuam premidos pelo ceticismo crônico que o Estado anacrônico suscita nos investidores. Burocracia exagerada; necessidade de interagir com cinco, seis ou mais organismos públicos para o desembaraço de autorizações, documentos e procedimentos corriqueiros; incertezas quando à continuidade e conclusão dos projetos, não só em decorrência de barreiras ambientais (às vezes mais realistas do que os próprios conceitos ortodoxos da sustentabilidade), como também devido à conhecida insegurança jurídica; carga tributária muito elevada; e a conhecida cultura de criar dificuldades para vender facilidades.

Tais problemas emperram a relação entre os setores produtivos e o Estado, contrariando a lógica mais contemporânea do capitalismo democrático quanto ao papel governamental de indutor dos investimentos, do crescimento econômico e do desenvolvimento. Se esses obstáculos não forem removidos, num choque de eficiência da gestão estatal, serão um entrave também para o pertinente e bem elaborado pacote de infraestutura.

O chamado espírito animal dos empresários não é aguçado apenas pelas boas intenções e programas academicamente irrepreensíveis. Somente desperta e vibra mediante a certeza de que barreiras inadmissíveis na atualidade elevem o risco dos investimentos a patamares radicalmente acima dos padrões razoáveis do capitalismo. Infelizmente, persistem no Brasil fatores desestimulantes do empreendedorismo. Vamos removê-los?   


*Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Trevisan Escola de Negócios, é membro do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.


Economia: PR com pé no freio


A atividade econômica do Paraná está desaquecida. De acordo com estimativa anunciada hoje pelo Itaú Unibanco, houve encolhimento de 1,6% no segundo trimestre de 2012 na comparação com os três primeiros meses do ano. 

O comportamento da atividade econômica regional é calculado a partir da relação entre dados de produção industrial, vendas no varejo e emprego formal. 

Segundo Aurelio Bicalho, economista do Itaú Unibanco, a previsão da instituição é de que o PIB nacional registre um crescimento de 1,9% este ano. “Projetamos uma alta de 0,5% no segundo trimestre, com uma aceleração para 1,2% no terceiro e 1,4% no quarto", explica.

O resultado contrasta com a mais recente Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostra o Estado com o melhor desempenho do País na geração de empregos e rendimento do trabalhador em junho.





10 de agosto de 2012

Criação de abelhas nativas une geração de renda e conservação em Antonina


Associação de criadores produz mel e extrato de própolis. Para buscar financiamento, instituição busca ajuda em site de crowdfunding.

No litoral do Estado do Paraná, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, moradores da comunidade do entorno do Morro da Mina, em Antonina, desenvolvem um projeto que mostra ser possível aliar conservação da biodiversidade local com geração de renda. Isso porque eles vêm comercializando mel e extrato de própolis produzidos através da criação racional de abelhas nativas sem ferrão.

O projeto, apoiado pela ONG paranaense SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), começou em 2005 e, dois anos depois, resultou na organização da Acriapa (Associação de Criadores de Abelhas Nativas da APA Guaraqueçaba), hoje com 25 associados e produção crescente.

No último verão (2011/2012) foram colhidos 70Kg de mel. O resultado representa um aumento de mais de 100% em relação ao verão de 2006/2007, primeiro ano de colheita, que rendeu cerca de 30Kg de mel e uma renda de R$ 275/ano para o produtor). No segundo período foram colhidos em torno de 40kg e o produtor com a maior produção atingiu R$330,00/ano. Já no período de colheita 2008/2009, foram colhidos ao todo aproximadamente 130kg. O associado que mais produziu atingiu uma renda anual de aproximadamente R$1.200,00.

O valor obtido representa um incremento à renda média de R$ 500 (oriunda de outras atividades) das famílias. Em outros anos a Acriapa já chegou a colher 130Kg de mel, um valor superior ao esperado até mesmo pelos produtores.

Segundo o coordenador do projeto de meliponiculturaas abelhas nativas da SPVS Marcelo Bosco, a ideia da criação de abelhas nativas nasceu em 2006, após a identificação do potencial econômico da atividade e do retorno para a comunidade local. “Um levantamento demonstrou que esta área mantém a maior população de abelhas nativas do Paraná, dentro do maior remanescente de Mata Atlântica do Estado”, explica.

Por meio de oficinas de Educação Ambiental, todos os associados foram capacitados ao manejo produtivo das colônias de abelhas sem ferrão e receberam caixas adequadas para sua criação (total de 20 caixas por criador).


O método
Apesar de já praticada por povos indígenas, a produção de mel e extrato de própolis de abelhas nativas era uma atividade pouco explorada na região. O especialista Marcelo Bosco explica a importância dessas abelhas para o ecossistema local.

“Por serem menores, as abelhas nativas polinizam flores que as abelhas africanizadas, que são espécies exóticas, não conseguem. Além disso, esta iniciativa evita que ocorra a derrubada de árvores para a retirada dos enxames, pois as abelhas são criadas em caixas racionais, contribuindo, assim, para a manutenção das florestas”, explica.  

Outra prática sustentável é a captura dos enxames em garrafas do tipo pet  –  que não agride as abelhas – e são transferidos para caixas racionais produzidas por marceneiros da região com madeira legalizada. Ou seja, como essas abelhas nativas vivem em colônias em ocos de diversas espécies de árvores, o uso dessas iscas pet mantém a floresta em pé.

A Acriapa possui a primeira Unidade de Beneficiamento de Mel de abelhas nativas (UBM) do sul do Brasil. Além disso, a associação, com apoio da SPVS, está concluindo o registro dos seus produtos junto ao Serviço de Inspeção do Paraná/Produtos de Origem Animal (SIP/POA), para poder comercializá-los sua produção em estabelecimentos comerciais de todo o Estado.

Financiamento
Com o objetivo de ampliar sua produção, a Acriapa acaba de inscrever-se no site de crowdfunding (espécie de financiamento coletivo virtual) Impulso. O objetivo é arrecadar R$ 8.100,00 até o dia 28 de agosto. O montante será utilizado para a compra de 100 novas caixas para criação de abelhas. Com isto, espera-se um incremento de 70 a 80 Kg na produção. Para ajudar o projeto, basta acessar o link abaixo:

Teles em apuros



Menos de uma semana após a divulgação de um relatório da Anatel que acusa a TIM de derrubar, intencionalmente, mais de 2 milhões de ligações no PR e oito milhões no Brasil, as teles serão novamente colocadas na parede.

Na próxima terça-feira (14) haverá uma reunião entre os representantes das empresas de telefonia, o Procon, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) e a Delegacia de Defesa do Consumidor. O objetivo da reunião é discutir a adoção de novas medidas para todas as operadoras que atuam no Paraná. A informação veio do presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Leonaldo Paranhos (PSC).

Paranhos (à esquerda) e promotor Maximiliano Deliberador (ao centro).
 Foto de Gabriel Bueno
Paranhos, juntamente com o promotor da Coordenadoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público (MP), Maximiliano Deliberador, já estiveram reunidos na última quarta-feira (08) para discutir melhorias para a telefonia do Estado.



“A proposta é dar sequência a esse trabalho de parceria visando garantir aos consumidores um serviço de telefonia de qualidade no menor tempo possível”, comenta Paranhos.

Nilson Neves: Centro comunitário do bairro recebe curso de encanador para mulheres amanhã


Promovida pela CAB Águas de Paranaguá, capacitação ensinará os conceitos básicos para reparar encanamentos domésticos e evitar desperdício

A CAB Águas de Paranaguá realiza, no próximo sábado (11), a partir das 9h, no Centro Comunitário do bairro Nilson Neves, nova edição do curso Encanador Para Mulheres, que visa ensinar conceitos de encanamento para representantes de famílias dos bairros Nilson Neves e região.

A ideia de um curso para capacitar as mulheres surgiu com a constatação de que são elas que controlam o orçamento familiar. Além disso, cresce o número de famílias lideradas por mulheres. No curso, as alunas aprendem a evitar o desperdício, além de identificar pequenos vazamentos e contribuir para o uso racional da água. Durante a aula prática, elas realizam pequenos reparos em tubos e conexões de encanamentos residenciais.

“O curso é voltado principalmente para mulheres que cuidam dos afazeres domésticos. Como ficam em casa, são elas que podem fazer pequenos reparos em caso de vazamento”, explica Márcio Rocha, um dos instrutores do curso.

A expectativa é que o conhecimento adquirido pelas alunas seja repercutido na comunidade. “A ideia é que elas aliem conhecimento técnico e noções de consumo consciente e repassem práticas sustentáveis àquelas que não têm essa orientação”, diz o professor.

Com o curso, as alunas aprendem, por exemplo, que deixar uma torneira gotejando durante um mês leva ao desperdício de 1.400 litros de água, como explica o gerente geral da CAB Águas de Paranaguá, Rondinaldo Lima. “Evitar o desperdício é economizar dinheiro e um recurso esgotável, essencial para a sobrevivência do planeta”, conta Lima.  

Concluída a capacitação, será ofertado um certificado de participação da CAB Águas de Paranaguá.

SERVIÇO:

Curso de Encanador para Mulheres
Data: 11/08 (sábado)
Horário: das 9h às 13h
Local: Centro Comunitário do bairro Nilson Neves
Pré-requisito: Sexo feminino e idade mínima de 18 anos
Custo: Gratuito
Informações: 3422-3322

5 de agosto de 2011

Num texto intitulado "A melhor resposta", Marina Silva mostra porque é a pior política

Ai ai, toda vez que a ex-presidenciável Marina Silva dá vida a suas ideias, minha alma se anima... A Folha de São Paulo publicou, na edição de hoje, um texto da ex-senadora, ex-PV, ex-PT e, desde já, presidenciável para 2014. O texto também está na página de Marina (aqui). 

Segue reprodução seguida de comentário. 


O Congresso reinicia suas atividades num clima pesado. Ameaças veladas, suspeita de troca de favores, retirada de assinaturas de CPI.
Para estancar mais um princípio de crise, cinco ministros vão prestar esclarecimentos diversos de suas áreas a senadores e deputados.
Antes fosse para restabelecer alguma normalidade institucional, na qual indícios de desvio de recursos públicos devem ser legitimamente investigados pelo Congresso e não, de pronto, carimbados como intriga da oposição.
Marina representa o pior tipo de juiz: o que julga intenções. Assim, todos escondem intenções não-republicanas em seus atos, enquanto ela seria, por assim dizer, a única política brasileira realmente autêntica, sincera. A coisa só pode se complicar quando alguém decide discordar dela .... 
Explicações são devidas à sociedade, que tem o direito de conhecer os argumentos do governo e da oposição, e não só assistir a um cabo de guerra que esconde o essencial. Disputas políticas são saudáveis quando têm por objeto diferentes projetos e ideias, e não quando motivadas só por espaços de poder.
Entenderam? Esse negócio de disputar poder não é com Marina. Vocês sabem, ela saiu da mata para salvar a humanidade, como bem sabe a direção do PV, que decidiu não dar o poder que Marina julgava ter no partido... 
Por que um parlamentar desiste abruptamente de sua prerrogativa de investigar? Se não há uma explicação convincente, cresce ainda mais o descrédito do sistema político.
É nesse clima que serão retomadas as discussões sobre as mudanças no Código Florestal. Na Câmara, vimos o evidente descompasso entre o interesse da sociedade e a posição de seus representantes.
Enquanto pesquisa Datafolha diz que 79% dos brasileiros são contra a anistia de multas a quem desmatou ilegalmente, quase 80% dos deputados aprovaram o projeto que concede tal anistia e incentiva novos desmatamentos. A simples possibilidade acenada pelo projeto já resultou em aumento de 28% no desmatamento na Amazônia, segundo os dados preliminares do Inpe, que sinalizam uma tendência.
Estava demorando! Aqui Marina se revela completamente. Ela quer a reprovação do Código Florestal. A primeira vista, apresenta argumentos sólidos. Por que, então, Marina está errada? Primeiro porque todo mundo que se deu ao trabalho de ler o texto de Aldo Rebelo, relator do projeto, sabe que não há anistia para desmatadores. Esta é só uma mistificação de Marina e seus ongueiros nas redes sociais para espalhar o terrorismo. Ocorre que a legislação brasileira preserva o princípio da não-retroatividade da lei, na qual um cidadão não poderá sofrer qualquer punição em função de uma lei que entre em vigor após a ação. Donos de áreas plantadas há centenas de anos não podem ser condenados pelo Código Florestal de 1965. A lei não retroage para puni-los. 
Isto posto e a tentativa de Marina de insinuar uma escalada de desmatamento, supostamente ancorada na certeza da impunidade, vai para o vinagre. Não é certeza da impunidade. Se houve aumento no desmatamento, é intelectualmente imoral atribuí-lo à perspectiva de aprovação do Código de Aldo. 
Ademais, valos relembrar alguns dados: O Brasil preserva 60% da sua mata original e 30% do bioma está como Cabral o encontrou – o que nos coloca em primeiro lugar no ranking da preservação. Se a WWF, Marina, os marineiros das redes sociais e demais ONGs querem fazer barulho por aqui – mesmo não tendo motivos para tanto – então que façam o mesmo na China, por exemplo.
Agora é a vez dos senadores. Eles têm a oportunidade de se reconectar com as expectativas sociais e afirmar bases para um desenvolvimento que valoriza nossas florestas e biodiversidade, nossa agricultura, nossas cidades e a qualidade de vida dos brasileiros.
Os senadores estão desconectados da sociedade. Precisa perguntar quem estaria? 
Está em jogo a preservação das matas que protegem os mananciais de água, vitais para nós. Está em jogo a proteção de encostas contra desmoronamentos e a manutenção das reservas de florestas que garantem os serviços que a natureza nos presta e aos quais pouco damos atenção.
Parece que, com o Código de Aldo, a brasileirada é instada a pegar o machado e sair por aí, sei lá, "reconectando-se" com o espírito da floresta ... 
Já disse aqui e repito: Marina Silva é o pior tipo de político. Aquele que acusa os outros de serem meros produtos fabricados, enquanto sua sabedoria brotaria da terra. A propósito: mal saiu do PV e ela já contratou uma assessora de imagem! 






28 de junho de 2011

Verde de cidadania ou vermelha de vergonha, Marina Silva ainda não me agrada

Após uma longa briga com a direção do Partido Verde (PV), Marina Silva e seus "marineiros" deixaram o partido. Como não tem tempo hábil para criar uma nova legenda e disputar a eleição do ano que vem, Marina anunciou uma espécie de movimento, o Movimento Verde de Cidadania, que vai apoiar candidatos, segundo diz, comprometidos com a "causa" - seria a sustentabilidade ou coisa assim. Tudo muito bom. 

Nunca escondi que Marina Silva não me agrada. Acho a ex-petista, ex-senadora, ex-presidenciável e, agora, ex-PV um tanto ruim para o Brasil.

Segundo diz, Marina saiu do PV porque briga por uma legenda mais democrática e encontra barreira no atual presidente do partido, o deputado federal José Luiz Penna (SP). 


Ocorre que tem mais coisa envolvida neste processo. 


Em primeiro lugar, Marina sempre quis Penna fora da direção. O deputado, no entanto, tem maioria no partido. Ela até ensaiou uma deposição interna, mas, como sua ideia não foi aceita, convocou os "marineiros" e partiu para a criação de uma nova legenda. Por quê? Porque Marina, numa apreensão muito peculiar de democracia, não quer submeter-se a um partido; quer que um partido submeta-se a ela. Quer ela mesma ser o próprio partido, sem precisar discutir suas preferências e opiniões com ninguém. Uma democrata, como se nota. 

Ademais, a comportamento de Marina e seus simpatizantes no trato de problemas internos do PV chamou-me a atenção. Em abril, uma carta dela criticando a direção de Penna foi divulgada à imprensa. Ora, se o problema era interno, porque não resolver internamente? Por que a carta chegara à imprensa antes mesmo de chegar a Penna? 


Claro estava que Marina não queria discutir a democracia interna de seu partido: queria era garantir-se na mídia - de quebra, como sempre, ganharia a simpatia das redações (escrevi sobre a carta aqui). 

A trajetória de Marina segue a narrativa mítica da vitimização-superação (a mesma aliás, sobre a qual se construiu o mito de Lula, o presidente operário).


Sua imagem, com a ajuda da imprensa, costuma ser associada, além da "causa", com a ética. No entanto, o escândalo do mensalão, em 2005, não feriu suficientemente sua [a dela] ética para que deixasse o partido. A agora Verde de Cidadania não ficara sequer vermelha de vergonha. 

Além de tudo, acho seu discurso inconclusivo, fraco, ineficaz. Na eleição presidencial, Marina falava, falava e falava e eu não entendia nada. Ela queria uma certa economia do século XXI, supostamente mais sustentável. Quando instada a definir em termos práticos o que seria isso, Marina, com aquele quê de inteligência superior, dizia que dependia de inovações da Embrapa ou coisa parecida. Todos achavam que ela era dotada de grande sabedoria, e quem não entendesse onde Marina queria chegar é porque não havia, ainda, desenvolvido tamanha compreensão. 

De mais a mais, não voto em candidato de bandeira única. O tema da sustentabilidade é tão premente que exige atenção de qualquer governante, e não é justo Marina apresentar-se como monopolizadora desta "consciência". 

Em suma, Marina Silva é a primeira que descarto. É inconsistente no discurso, eticamente questionável, antidemocrática e autoritária. 

Verde de cidadania ou vermelha de vergonha, Marina Silva ainda não me agrada. 

7 de junho de 2011

Anotem: isso ainda vai servir para o Brasil

"Defendo os meus valores: liberdade, democracia, pluralismo, tolerância, igualdade entre os sexos. Sempre que tivermos a chance de inocular esses conceitos em outras regiões, devemos aproveitá-la. O maior problema político do mundo hoje é a incerteza sobre os países muçulmanos que atravessaram revoluções recentes. É um momento de promessas e também de grandes riscos, no qual se deve agir com determinação. Não sou relativista. Agora está na moda pedir perdão por qualquer coisa. Quem, vez por outra, assume uma posição igual à minha tem de ficar se desculpando todos os dias. Não faço isso. Não considero que nossas ideias sejam equivalentes às de outros países ou sistemas culturais. Nossas sociedades são melhores. Nossos valores são melhores. O principal problema da Europa hoje é que o continente está perdido em meio a tanto relativismo. Os europeus hoje não defendem seus valores e não entendem as ameaças que podem sepultá-los. Pelo contrário, acho que devemos defendê-los e disseminá-los quanto pudermos. "

Palavras de José Maria Aznar, presidente do Partido Popular (PP) e premiê da Espanha de 1996 a 2004, em entrevista à Veja desta semana.

6 de junho de 2011

Ronaldo Laranjeira: "FHC presta um desserviço à saúde pública"

Sou fã da obra social e política de FHC. Acho que seu nome e imagem só não receberam (ainda) a devida importância na história brasileira devido a um processo sistemático de denegrição promovido por boa parte da esquerda brasileira. Entretanto, considero errada a defesa que o ex-presidente faz da descriminalização das drogas (como deixei claro aqui). O site da Gazeta do Povo traz hoje uma entrevista notável com Ronaldo Laranjeira (íntegra aqui), um dos maiores especialistas do Brasil no assunto. Laranjeira classifica de "desserviço" a mobilização de FHC e outras personalidades a favor da legalização da maconha. Confiram: 


A descriminalização de substâncias psicotrópicas pode ajudar o país no controle do consumo de drogas?
O Brasil tem uma lei de 2006 que já fez uma certa descriminalização do usuário e definiu um maior aumento da pena aos traficantes. Acredito que não é significativo você criar uma outra lei mais branda se o governo não fizer a lição de casa, e ainda não se fez nem o básico, que é investir em prevenção e em tratamento. O Brasil não tem uma rede assistencial pública para lidar com dependente químico. Não temos nenhum programa oficial do Ministério da Saúde para o tratamento de dependentes do crack, por exemplo, ou para pessoas que sofrem de alcoolismo. Essa ausência afeta especialmente aqueles que não podem pagar um tratamento em uma clínica privada.
O que acha do envolvimento de líderes mundiais, incluindo o ex-presidente FHC, na divulgação da descriminalização ?
O que o Fernando Henrique está fazendo é um desserviço à saúde pública e aos valores da sociedade brasileira. Ele devia estar defendendo a proteção das famílias que têm esse problema com a criação de uma rede assistencial pública. Aliás, é preciso criar sistemas de financiamento para todo o setor de prevenção, que realmente não tem recursos. Não havia recursos na época do Fernando Henrique, não houve no mandato do Lula e não há agora. Quando se ouve a própria secretária nacional Antidrogas, doutora Paulina Arruda, falar que não há epidemia de crack no Brasil vemos que há muito amadorismo por parte do governo nessa questão.
Manifestações como a marcha da maconha podem influenciar a opinião pública sobre o modo de encarar a questão das drogas?
A opinião pública em geral é muito desfavorável à legalização das drogas. Se você fizesse um plebiscito hoje com certeza uma proposta de legalização perderia. Mas esse movimento envolvendo pessoas importantes tende a influenciar esse posicionamento e isso é realmente muito ruim para a saúde pública. Isso ocorre no mundo inteiro, é financiado por grandes investidores e pretende influenciar o governo e as Nações Unidas. No discurso deles a solução do problema parece fácil, é só você facilitar o acesso que as coisas se resolvem, mas eu penso que se você facilita o acesso, você aumenta o número de usuários e isso só aumenta o problema.
Quais seriam as consequências de uma possível legalização?
Tornar o acesso às drogas mais fácil seria prejudicial principalmente para a população desassistida, porque aquela pessoa de classe média que participa da marcha da maconha tem recursos. Se ela fica doente por causa de drogas, a família paga uma clínica, mas aqueles que não podem pagar pela assistência médica não têm para onde ir.
O relatório recentemente divulgado pela Comissão Global sobre Políticas de Drogas afirma que a guerra contra os narcóticos fracassou. Como o senhor avalia o desempenho das atuais medidas antidrogas ?
Não é verdade que há um total fracasso. A Suécia, por exemplo, tem um terço do consumo de drogas dos Estados Unidos, índices bem menores do que a média na Europa, e tem um modelo completamente diferente daquele que o Fernando Henrique está propondo. A Suécia não descriminalizou as drogas, mas também não prende os usuários.
Que medidas urgentes o Brasil deveria adotar para tratar o problema das drogas?
O que defendo é a criação de uma rede assistencial pública para as pessoas que usam drogas e investimento em prevenção. Há uma série de políticas que poderiam fazer a diferença na prevenção ao uso de drogas e nós ainda não as aplicamos. O Brasil ainda não fez o básico, então não faz sentido achar que liberar o uso de drogas vai resolver o problema.

31 de maio de 2011

O Código Florestal e a quinta coluna

Há alguns dias publiquei um texto sobre a aprovação do Código Florestal que, a meu ver, foi uma decisão acertada para o País - com a vantagem de mostrar um gesto de altivez do PMDB e do nosso Legislativo. Agora reproduzo artigo do deputado Aldo Rebelo (PC do B). Vale a leitura:


O Código Florestal e a quinta coluna


Conta a lenda que, ao cercar Madri durante a Guerra Civil Espanhola, o general Emilio Mola Vidal, ao ser questionado sobre qual das quatro colunas que comandava entraria primeiro na cidade sitiada, respondeu: “A quinta coluna”. Mola referia-se aos seus agentes, que, de dentro, sabotavam a resistência republicana.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a expressão tornou-se sinônimo de ações contra o esforço aliado na luta para derrotar o eixo nazi-fascista. A quinta coluna disseminava boatos, procurava enfraquecer e neutralizar a vontade da resistência e desmoralizar a reação contra o inimigo.
Após a votação do Código Florestal, no último dia 24, um restaurante de Brasília acolheu os principais “cabeças” das ONGs internacionais para um jantar que avançou madrugada adentro. A Câmara acabara de aprovar, por 410 x 63 votos, o relatório do Código Florestal e derrotara de forma avassaladora a tentativa do grupo de pressão externo de impedir a decisão sobre a matéria. O ambiente era de consternação pela derrota, mas ali nascia a tática da quinta coluna moderna para pressionar o Senado e o governo contra a agricultura e os agricultores brasileiros. Os agentes internacionais recorreriam à mídia estrangeira e espalhariam internamente a idéia de que o Código “anistia” desmatadores e permite novos desmatamentos.
A sucessão dos fatos ilumina o caminho trilhado pelos conspiradores de botequim. No último domingo, o Estado de S. Paulo abriu uma página para reportagem assinada pelas jornalistas Afra Balazina e Andrea Vialli com a seguinte manchete: “Novo Código permite desmatar mata nativa em área equivalente ao Paraná”. Não há, no próprio texto da reportagem, uma informação sequer que confirme o título da matéria. É evidente que o projeto votado na Câmara não autoriza desmatamento algum. O que se discute é se dois milhões de proprietários que ocupam áreas de preservação permanente (margem de rio, encostas, morros) devem ser expulsos de suas terras ou em que proporção podem continuar cultivando como fazem há séculos no Brasil, à semelhança de seus congêneres em todo mundo.
No jornal O Globo, texto assinado por Cleide Carvalho procura associar o desmatamento no Mato Grosso ao debate sobre o Código Florestal, e as ONGs espalham por seus contatos na mídia a existência de relação entre o assassínio de camponeses na Amazônia e a votação da lei na Câmara dos Deputados. OGuardian de Londres publica artigo de um dos chefetes do Greenpeace com ameaças ao Brasil pela votação do Código Florestal. Tratam-nos como um enclave colonial carente das lições civilizatórias do império.
As ONGs internacionais consideram toda a área ocupada pela agropecuária no Brasil, passivo ambiental que deve ser convertido em floresta. Acham razoável que milhões de agricultores sejam obrigados a arrancar lavoura e capim e plantar vegetação nativa em seu lugar, em um país que mantém mais de 60% de seu território de áreas verdes.
A “anistia” atribuída ao relatório não é explicada pelos que a denunciam, nem a explicação é cobrada pela imprensa. Apenas divulgam que estão “anistiados” os que desmataram até 2008. Quem desmatou até 2008? Os que plantaram as primeiras mudas de cana no Nordeste e em São Paulo na época das capitanias hereditárias? Os primeiros cafeicultores do Pará, Rio de Janeiro e São Paulo no século 18? Os colonos convocados pelo governo de Getúlio Vargas para cultivar o Mato Grosso? Os gaúchos e nordestinos levados pelos governos militares para expandir a fronteira agrícola na Amazônia? Os assentados do Incra que receberam suas terras e só tinham acesso ao título de propriedade depois do desmatamento?
É importante destacar que, pela legislação em vigor, são todos “criminosos” ambientais submetidos ao vexame das multas e autuações do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização. Envolvidos na teia de “ilegalidade”, estão quase 100% dos agricultores do país por não terem a Reserva Legal, que a lei não previa, ou mata ciliar, que a legislação de 1965 estabelecia de cinco a 100 metros e, na década de 1980, foi alterada para 30 até 500 metros.
Reconhecendo o absurdo da situação, o próprio governo, em decreto assinado pelo presidente Lula e pelo ministro Carlos Minc, suspendeu as multas em decorrência da exigência “legal”, cujo prazo expira em 11 de junho e que provavelmente será reeditado pela presidente Dilma.
O governo e o País estão sob intensa pressão da desinformação e da mentira. A agricultura e os agricultores brasileiros tornaram-se invisíveis no Palácio do Planalto. Não sei se, quando incorporou à delegação da viagem à China os suinocultores brasileiros em busca de mercado no gigante asiático, a presidente tinha consciência de que quase toda a produção de suínos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná está na ilegalidade por encontrar-se em área de preservação permanente.
A Câmara dos Deputados, por grande maioria, mostrou estar atenta aos interesses da preservação ambiental e da agricultura, votando uma proposta que foi aceita por um dos lados, mas rejeitada por aqueles que desconhecem ou precisam desconhecer a realidade do campo brasileiro. O Senado tem agora grande responsabilidade e o governo brasileiro precisa decidir se protege a agricultura do País ou se capitulará diante das pressões externas que em nome do meio ambiente sabotam o bem-estar do nosso povo e a economia nacional.

30 de maio de 2011

Aprovação do Código Florestal: ganhou o bom senso, o Brasil e a Democracia

Durante a eleição presidencial do ano passado, alguns eleitores de Dilma, tentando fugir do embate esquerda -direita e querendo imprimir certo pragmatismo à escolha, diziam que a eleição dela seria melhor que a do tucano José Serra porque teria maioria inédita no Congresso, o que viabilizaria reformas importantes.

A ideia em si é ruim por si só, como se o fortalecimento da democracia dependesse do consenso. Quem precisa de consenso são as ditaduras. Para o sistema democrático, penso eu, a melhor configuração é justamente a oposta: quando o Governo tem minoria. Do embate entre situação e oposição nascem ideias que, a um só tempo, agradam e desagradam a todos. Lembrava eu aos partidários da maioria dilmista que isso seria verdade e seria insignificante porque, fatalmente, algumas questões dividem a base aliada como gregos e troianos.

Por que toda esta introdução?

Achei que a divisão da base viria com a reforma tributária ou a política. Não é que veio com o Código Florestal? O Novo Código, de relatoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B), foi aprovado de lavada pela Câmara com 410 votos a favor, 63 contra e 1 abstenção. O projeto agora deverá seguir para o Senado.

Mais que uma questão pontual, o resultado demonstra um avanço para a democracia brasileira. A participação do PMDB votando contra a vontade do Planalto - o que teria irritado Dilma Rousseff – não deixa de ser um gesto de altivez do partido, uma demonstração de que ainda tem vida própria. 

A Câmara aprovou o texto mesmo com o barulho promovido pelos extremistas do ecologismo irracional, capitaneados por Marina Silva, que queriam promover o apocalipse. Quem se deu ao trabalho de ler o texto de Aldo percebeu que o Novo Código não é nenhuma aberração – ou  ninguém teria votado pela sua aprovação com medo da Opinião Pública.

O Velho Código é de 1965. Pessoas com terras plantadas há centenas de anos foram jogadas na ilegalidade. O Brasil preserva 60% da sua mata original e 30% do bioma está como Cabral o encontrou – o que nos coloca em primeiro lugar no ranking da preservação. Se a WWF, Marina, os marineiros das redes sociais e demais ONGs querem fazer barulho por aqui – mesmo não tendo motivos para tanto – então que façam o mesmo na China, por exemplo.

Pequenos e médios agricultores, que geram milhões de empregos, participam com 30% do PIB (Produto Interno Bruto) e literalmente sustentam a balança comercial brasileira não podem ser jogados na ilegalidade. Notem que não se trata de anistiar desmatadores.  Esta é outra falácia da turma do ecologismo militante (e burro). Ocorre que donos de áreas plantadas antes mesmo do Código Velho não podem ser condenados por ele pelo princípio da não-retroatividade da lei.

Discrepâncias

O atual Código produz uma discrepância inacreditável. Vejam os números para áreas que vão de 1 a 1.000 hectares.

Taxa para Licenciamento Florestal da Propriedade Rural (LFPR), definição de área legal e APP (Área de Preservação Permanente) + projeto: R$ 10.000,00.

Taxa par Autorização de Exploração Florestal (AEF), Supressão Vegetal (ASV) +  projeto: R$ 13.225,00.

Taxa para Licenças Prévias (LP), de Instalação (LI), de Operação (LO) e projeto: R$ 33.000,00.

Taxa de Reposição Florestal Obrigatória (RFO): R$ 2.500,00.

Tudo somado e o produtor tem de pagar quase R$ 60 mil para legalizar sua terra. E veja que a legislação atual iguala terras de 1 até 1 mil hectares. Um pedaço de terra com 5 hectares é avaliado hoje em cerca de R$ 20 mil. O produtor teria de arcar com um custo quatro vezes maior para poder plantar.

Não é difícil entender que o Velho Código é prejudicial para os pequenos e médios agricultores. Essa gente produz a comida mais barata do mundo (custa aqui metade do que custa nos EUA) e foi jogada pelo Estado brasileiro, com a patrulha de ONGs xiitas e Marina Silva, no limbo da ilegalidade, impedidos de tomar empréstimos, de se desenvolver – e consequentemente contribuir para o desenvolvimento do Brasil.

A aprovação do Código Florestal de lavada na Câmara demonstra que ainda há bom senso na democracia brasileira, que não se curva às minorias de plantão organizadas para patrulhar o Congresso e defender uma causa que, também ela, joga a favor de interesses pessoais. 

Desculpe-me, Marina Silva, mas sua militância joga 90% dos produtos brasileiros, gente que produz comida barata, na ilegalidade. A senhora é promotora da fome. 

Parabéns aos deputados que votaram pelo SIM, anda mesmo difícil defender o óbvio quando muitos já se entregaram ao delírio coletivo em nome de uma suposta boa causa.............