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6 de janeiro de 2011

Também quero meu passaporte diplomático, Amorim!

A coisa funciona assim: sempre que Amorim trabalha, a lógica treme! Segundo o que informa Matheus Leitão (ver post abaixo), os filhos de Lula receberam do Itamaraty passaportes diplomáticos, documento ao qual só tem direito, por decreto, o Presidente, o Vice, Ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes. A lei ainda prevê a concessão a companheiros e companheiras destas autoridades, ou ainda a seus dependentes. 

Mas, vocês sabem, Celso Amorim é um portento da lógica. Entregou os passaportes, vejam só, em caráter excepcional e em função dos interesses do País (risos). 

Bem, ninguém pode dizer que Amorim está fora de si. Ele sempre defendeu posições que ninguém entendia por considerar que agia em defesa do País, não é mesmo? Foi ele quem quis colocar humanistas como Ahmadinejad na mesa de negociação. Foi ele que vibrou quando o ditador trocou o apedrejamento pelo enforcamento humanitário e, que mimo!, se absteve de votar por sanções a uma teocracia. 

E o que dizer de Lula, ou melhor, dos Lulas? Ora, sem surpresas. Todo mundo sabe que eles sentem imensa dificuldade em entender que o Estado é um ente maior, que não pertence, porque não pode pertencer, a uma família e que, sendo assim, seria uma ditadura, não uma democracia. 

Como um Ministro de Estado entende que o filho de um ex-presidente da República possa fazer uma viagem ao exterior em defesa dos interesses do País? Ora, convenham, com esse rigor eu também quero meu passaporte diplomático. Quero ir à Disney defender os interesses pátrios. Pode ser, Amorim? 


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